No meio da atual crise na Líbia, a família Kaddafi resolveu distribuir dinheiro para a população e ainda posou de humilde – como comprova a declaração do filho a ABC, publicada na Folha online, do ditador que governa o país: “somos uma família modesta e todos sabem disso... estão dizendo que temos dinheiro na Europa... é uma piada”.
É uma situação tensa, recheada de diversos pontos de vista, mas o que todos concordam é que assim como aconteceu no Egito, a situação do ditador é insustentável a frente do país. E qual a relação disso com a gestão de RH?
Existem pontos comuns entre essa crise e o que encontramos em algumas organizações. Quem nunca trabalhou em uma empresa que estava vivendo uma crise financeira – às vezes com atraso nos salários, enquanto os sócios e/ou executivos viajavam pelo mundo ou iam de iate passar um final de semana em alguma ilha paradisíaca no litoral brasileiro. Outra situação não tão rara, é quando uma empresa está vivendo um momento de crise bastante grave e só começa a se importar com a perda de seus melhores profissionais quando já perdeu grande parte deles. Ou ainda, só reduz a ânsia de diminuição do quadro ou da folha, a partir de uma ação de um sindicato ou mobilização dos profissionais.
É claro que em muitos casos as ações, mesmo as ações mais impopulares são inevitáveis, mas o problema não está no que vai ser feito e sim no como. Geralmente não há planejamento e as coisas são feitas aos rompantes e em várias etapas, gerando uma insegurança contínua e permanente.
Uma pena que ainda tenhamos exemplos de organizações que não tenham aprendido nada com o passado, e não consigam enxergar as semelhanças de suas tomadas de decisão equivocadas no presente. A concorrência agradece.
Link para notícia da Folha, sobre a crise na Líbia:
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