Gerir estrategicamente o capital intelectual requer lidar com a Organização como um sistema complexo, analisando-a sistemicamente, e não apenas como um conjunto de partes independentes.
Avaliar pessoas e tomar decisões pontuais, sem levar em consideração o seu impacto no processo de interrelações dentro de uma empresa, é um grande fator de risco, entretanto comumente cometido no universo corporativo.
No Efeito Borboleta (que chegou a inspirar um filme Hollywoodiano de Eric Bres e J. Mackye Gruber), enunciado pelo matemático e metereologista Edward Lorenz, um pequeno evento, pode trazer consequências impactantes no futuro. Lorenz reparou que pequenas mudanças no deslocamento das massas de ar atmosférico, podiam tranformar tempestades em grandes furacões. Essa teoria nos coloca frente a necessidade de antevermos grandes desastres, através da descoberta de pequenos focos de problema.O mercado atual em constante mutação, não que as organizações ignorem pequenos problemas. Pequenos focos de ineficiência e insatisfação, podem acumular-se que trazer grandes perdas ao longo prazo.
Com isso, a necessária rapidez com que as decisões têm que ser tomadas no ambiente atual de acirrada competição, faz com que diversas Organizações venham a tomar atitudes precipitadas.
Quando falamos em Gestão Estratégica estamos falando na construção sistêmica de um ambiente que consiga trazer repercussões favoráveis para a Organização.
Tomar decisões no presente que repercurtam favoravelmente no futuro, é uma tarefa extremamente complicada, visto que diversos fatores e variáveis devem ser levados em consideração.
Não existe uma receita pronta quando o assunto é preparar-se par ao futuro. Entretanto, no campo do RH, preparar-se para o ainda desconhecido futuro, exige do gestor um conhecimento apurado sobre o perfil do mercado, e da organização e do seu capital intelectual.
A partir desta lógica, podemos considerar, para prévia reflexão, as seguintes equações, que integram um conhecimento essencial para a construção no presente de um cenário futuro favorável à organização:
- Onde a Organização precisa investir para tornar-se menos vulnerável?
- Quais as áreas e cargos chaves da Organização?
- Quais são seus pontos fortes e os fracos?
- Qual é o Núcleo Forte Humano da Organização?
- Quais as áreas e focos de maior e menor vulnerabilidade da Empresa?
- Quais as principais estratégias devem ser tomadas?
Certamente perguntas nada simplistas e vulneráveis às especificidades do ambiente de cada organização e de fatores externos, mas que não podem ser ignoradas quando falamos de fatores de riscos na gestão de pessoas provocativas do Efeito Borboleta Organizacional.
Futuramente, essas perguntas serão mais detalhadas no Blog, quando tratarmos dos Fatores de Risco que permeiam o Capital Intelectual.
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