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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

O que a crise na Líbia tem em comum com a gestão de RH em algumas organizações?



No meio da atual crise na Líbia, a família Kaddafi resolveu distribuir dinheiro para a população e ainda posou de humilde – como comprova a declaração do filho a ABC, publicada na Folha online, do ditador que governa o país: “somos uma família modesta e todos sabem disso... estão dizendo que temos dinheiro na Europa... é uma piada”.
É uma situação tensa, recheada de diversos pontos de vista, mas o que todos concordam é que assim como aconteceu no Egito, a situação do ditador é insustentável a frente do país. E qual a relação disso com a gestão de RH?
Existem pontos comuns entre essa crise e o que encontramos em algumas organizações. Quem nunca trabalhou em uma empresa que estava vivendo uma crise financeira – às vezes com atraso nos salários, enquanto os sócios e/ou executivos viajavam pelo mundo ou iam de iate passar um final de semana em alguma ilha paradisíaca no litoral brasileiro. 
Outra situação não tão rara, é quando uma empresa está vivendo um momento de crise bastante grave e só começa a se importar com a perda de seus melhores profissionais quando já perdeu grande parte deles. Ou ainda, só reduz a ânsia de diminuição do quadro ou da folha, a partir de uma ação de um sindicato ou mobilização dos profissionais.
É claro que em muitos casos as ações, mesmo as ações mais impopulares são inevitáveis, mas o problema não está no que vai ser feito e sim no como. Geralmente não há planejamento e as coisas são feitas aos rompantes e em várias etapas, gerando uma insegurança contínua e permanente.
Uma pena que ainda tenhamos exemplos de  organizações que não tenham aprendido nada com o passado, e não consigam enxergar as semelhanças de suas tomadas de decisão equivocadas no presente. A concorrência agradece.
Link para notícia da Folha, sobre a crise na Líbia:

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Um novo Brasil – com mais empregos e melhores salários – necessita de novas soluções


Nos últimos meses temos acompanhado diversos programas e reportagens especiais sobre o aumento do emprego formal no Brasil, situação que estaria ocorrendo por conta da nova realidade econômica do país.
Essa evolução pode ser comprovada no quadro em destaque que apresenta um resumo dos dados do anuário estatístico RAIS do Ministério do Trabalho, onde podemos observar que, no período compreendido entre 2004 e 2009, houve um crescimento de 23% no número de novas empresas. Entretanto, o aumento em relação a evolução de empregos foi de 31% e na remuneração média de 51%, ou seja, a economia gerou novas oportunidades de negócios, e ao mesmo tempo mais oportunidades de empregos, inclusive nas empresas que já existiam e mais interessante, uma remuneração melhor.
Um cenário para se comemorar, mas que poderia ser bem melhor, pois apesar deste crescimento, estamos tendo que importar profissionais qualificados de outros países para diversas funções, especialmente aquelas ligadas as áreas exatas – engenheiros e técnicos em especial.
Muitas são as justificativas para essa situação, mas a mais plausível é que mesmo ainda tendo um grande número de profissionais sem emprego, a demanda da nova economia está exigindo profissionais que não temos prontos no Brasil. Grande parte por deficiência na formação (distanciamento entre o que mercado precisa e o que as escolas estão formando), mas também por problemas no planejamento de médio e longo prazo das organizações.  Empresas com maior capacidade de prever mudanças no mercado, também tem melhores condições de buscar com antecedência os melhores profissionais, ou na pior das hipóteses investir na  preparação de novos talentos em programas internos ou mesmo através de parcerias com instituições de ensino.
Por este motivo o setor de recursos humanos tem que participar diretamente na elaboração do planejamento estratégico das empresas, para garantir que um futuro com profissionais preparados para as funções-chave. Para isso precisa de soluções adequadas para analisar os colaboradores de hoje, as áreas-chave da empresa e as relações entre os setores. 






O anuário estatístico RAIS pode ser encontrado no link:

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Talentos top custam caro... qual o ganho para sua organização?


Apesar do momento de carência de profissionais qualificados em diversos setores, muitas empresas ainda abrem mão de bons profissionais, ou mantém processos seletivos altamente rigorosos, independente do grau de relevância dos cargos/funções para a atividade fim da organização. 
É inegável que os melhores talentos trazem os melhores resultados e que as grandes organizações, que tem condições de praticar políticas de remuneração mais agressivas e perspectivas de evolução profissional mais atraentes, podem se dar ao luxo de buscar e atrair os “top talent”, como indica o artigo publicado no portal administradores.com.br. 
Neste artigo estes profissionais são definidos como sendo aqueles que possuem  experiência em grandes empresas, alguma experiência em gestão e formação sólida em todos os níveis, além de visão empreendedora.
Contudo é importante lembrar que mais de 90% dos trabalhadores brasileiros atuam em empresas de médio ou pequeno porte, que, nem sempre, tem condições de oferecer as melhores condições em relação à remuneração. Neste caso, o que estas empresas, com menor base de receita, podem fazer para contratar e manter profissionais  “top talent”? E será que uma empresa precisa ter profissionais deste porte em todas as suas atividades?
O melhor dos mundos seria ter sempre os melhores profissionais em todos os cargos, mas, além da dificuldade de se encontrar e remunerar estes talentos diferenciais,  existe o custo envolvido que pode inviabilizar o próprio negócio. Então como resolver esta questão?
Não existem respostas prontas, mas um primeiro passo talvez seja identificar os cargos-chave da organização, aqueles em que um profissional de baixo nível de desempenho pode trazer grandes prejuízos. Um segundo passo seria desenvolver um modelo de avaliação de desempenho que pudesse de fato avaliar o nível de competências dos profissionais ocupantes dos cargos mais relevantes.
É importante ainda definir, de forma mais consistente, o que é um profissional top para a empresa, considerando as suas especificidades e atividade fim. Temos exemplos de organizações que recrutam e selecionam profissionais com experiência internacional, fluência em dois idiomas e domínio de HP 12C, para atuarem em funções secundárias  em determinado segmento. Ainda que sua empresa possa pagar por isso, vale a pena? Agrega de fato valor aos resultados? 
Link para o artigo publicado no portal Administradores.com.br:

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

ESTRATÉGIAS DE RH DE OLHOS ABERTOS PARA O EFEITO BORBOLETA


Gerir estrategicamente o capital intelectual requer lidar com a Organização como um sistema complexo, analisando-a sistemicamente, e não apenas como um conjunto de partes independentes. 

Avaliar pessoas e tomar decisões pontuais, sem levar em consideração o seu impacto no processo de interrelações dentro de uma empresa, é um grande fator de risco, entretanto comumente cometido no universo corporativo.

No Efeito Borboleta (que chegou a inspirar um filme Hollywoodiano de Eric Bres e J. Mackye Gruber), enunciado pelo matemático e metereologista Edward Lorenz, um pequeno evento, pode trazer consequências impactantes no futuro. Lorenz reparou que pequenas mudanças no deslocamento das massas de ar atmosférico, podiam tranformar tempestades em grandes furacões. Essa teoria nos coloca frente a necessidade de antevermos grandes desastres, através da descoberta de pequenos focos de problema.

O mercado atual em constante mutação, não que as organizações ignorem pequenos problemas. Pequenos focos de ineficiência e insatisfação, podem acumular-se que trazer grandes perdas ao longo prazo.

Com isso, a necessária rapidez com que as decisões têm que ser tomadas no ambiente atual de acirrada competição, faz com que diversas Organizações venham a tomar atitudes precipitadas. 

Quando falamos em Gestão Estratégica estamos falando na construção sistêmica de um ambiente que consiga trazer repercussões favoráveis para a Organização.

Tomar decisões no presente que repercurtam favoravelmente no futuro, é uma tarefa extremamente complicada, visto que diversos fatores e variáveis devem ser levados em consideração. 

Não existe uma receita pronta quando o assunto é preparar-se par ao futuro. Entretanto, no campo do RH, preparar-se para o ainda desconhecido futuro, exige do gestor um conhecimento apurado sobre o perfil do mercado, e da organização e do seu capital intelectual.

A partir desta lógica, podemos considerar, para prévia reflexão, as seguintes equações, que integram um conhecimento essencial para a construção no presente de um cenário futuro favorável à organização:

  • Onde a Organização precisa investir para tornar-se menos vulnerável?
  • Quais as áreas e cargos chaves da Organização?
  • Quais são seus pontos fortes e os fracos?
  • Qual é o Núcleo Forte Humano da Organização?
  • Quais as áreas e focos de maior e menor vulnerabilidade da Empresa?
  • Quais as principais estratégias devem ser tomadas?
Certamente perguntas nada simplistas e vulneráveis às especificidades do ambiente de cada organização e de fatores externos, mas que não podem ser ignoradas quando falamos de fatores de riscos na gestão de pessoas provocativas do Efeito Borboleta Organizacional.

Futuramente, essas perguntas serão mais detalhadas no Blog, quando tratarmos dos Fatores de Risco que permeiam o Capital Intelectual.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

CULTURA HARD E CLIMA SOFT : UMA UTOPIA NAS ORGANIZAÇÕES?


É possível que você já tenha ouvido falar que, na atualidade, o mundo dos negócios requer das organizações uma cultura estilo “hard”, onde os únicos focos de preocupação e assunto, até em hora de almoço e de lazer, sejam metas, indicadores, resultados...transparecendo um compromisso full time para a elevação da produtividade.PRESSÃO A TODO VAPOR!
Que os atuais desafios exigem maior foco em resultados, sem desperdícios e devaneios, temos que concordar , porque o que está em jogo é a garantia da perenidade da empresa, e isso deve ser objeto de preocupação de todos os envolvidos.Mas será que essa exigência requer a desumanização do ambiente de trabalho e infelicidade dos profissionais? Requer a “falsa” negação de outros aspectos que energizam o ser humano para seguir adiante, e conseguir superar mais facilmente os desafios diários, para se manter empregado?
Será que, para sermos produtivos precisamos, necessariamente, colocar, no escaninho na entrada de nosso trabalho, todo o leque de emoções que envolvem nosso clima interior, e, se possível, levarmos para nossos lares todos os problemas diários de trabalho para conviverem com nossa família, dormirem em nossos travesseiros, alojarem-se em nossos sonhos, e tomarem café da manhã conosco?
Esta quase “obstinação” por uma  imagem produtiva, e para tanto, por vezes transgressão dos próprios valores, nos garante melhores resultados ou apenas nos dá a sensação de cumprirmos um modelo profissional que hoje tem maior aceitabilidade e impacto positivo na percepção do mercado?
Se seguirmos o que andam falando nas rodas de bate papo informal, passaremos a considerar que as empresas de sucesso, com cultura hard para resultados, não podem contar com a possibilidade da felicidade no trabalho, o que, por natureza, pode, ao contrário, ser contraproducente a médio e longo prazo.
Um dia, em uma entrevista de seleção para cargo de Diretoria, fui indagada por um alto executivo se eu acreditava em felicidade em um ambiente de trabalho focado para resultados. Percebi que lhe causei surpresa e desconforto ao afirmar que sim, ao considerar que esta hipótese não seja utópica, tão pouco uma crença assistencialista de RH, ainda que em ambientes de intensa pressão. 
O que temos que atentar é para a escolha de perfis profissionais compatíveis com o modelo de cada cultura e proposta organizacional. Isso envolve o alinhamento da missão, visão e valores entre a organização e o profissional, e o momento de cada um, uma equação que deve nortear os processos de seleção, delegação de graus de desafios e as  movimentações internas para a garantia da sensação de felicidade no trabalho.
Com base em uma visão filosófica, a felicidade é “um estado de bem-estar da alma”, mais especificamente, “um estado de equilíbrio entre as emoções positivas e negativas”,ambas coexistentes em um ambiente organizacional. 
Martin Seligman, da Universidade da Pensilvânia, concluiu que ela é, na verdade, a soma de três coisas diferentes: prazer, engajamento e significado. A busca da felicidade é o combustível que move a humanidade, é ela que nos convence que uma conquista (ou meta) é a coisa mais importante do mundo e nos dá disposição para lutarmos por ela. 
Para muitos ainda parece pecaminoso e piegas se falar em felicidade no trabalho, principalmente de cultura hard para resultados, como se num ambiente de trabalho só seja permitido o esforço, a transpiração... não alimentando-se a  inspiração que provoca o prazer e o aumento da produtividade, pela escolha e determinação de superação das metas dos próprios profissionais.
Já vi pessoas adoecerem por infelicidade no trabalho, cuja causa não se vincula especificamente à pressão excessiva mas, e principalmente, à  falta de significado e prazer no que faziam e por relações internas desgastantes.
Em todos os casos de desgaste psicológico no trabalho que conheço, não estava na cultura hard o problema, mas na relação doentia no ambiente de trabalho. No perfil autocrático, inabilidade e na prepotência da liderança, da transgressão de valores, da ausência de um clima soft que servisse de suporte  para amenizar as renúncias,escolhas e até sacrifícios que muitas vezes se tem que fazer para atingir as metas organizacionais. Na visão equivocada do que seja felicidade no ambiente de produção intensa.
Em um modelo de cultura hard cabe ao RH a missão de contribuir para um ambiente soft, assegurando um suporte ao bem estar das pessoas no trabalho sob pressão, promovendo, dentre outras ações:
  • Influência na construção de uma cultura baseada em valores;
  • Eficácia na escolha de profissionais para os cargos, considerando o alinhamento da cultura interior do candidato e a cultura organizacional e dos objetivos e valores envolvidos;
  • Influência na construção do modelo de gestão das pessoas para garantir um ambiente soft com resultados hards;
  • Desenvolvimento e monitoramento do lado atitudinal dos líderes na condução das equipes;
  • Ações de integração e qualidade de vida, e de reconhecimento e valorização dos desempenhos destaques;
  • Abertura de um canal de ouvidoria interno e plano de ações de reversão;
  • Perspectivas de contínuas aprendizagens e crescimento interno;
  • Multi e criativas formas de formato nas relações de trabalho: horários flexíveis, home Office,...
  • Desenvolvimento da capacidade crítica e inclusão e engajamento do corpo funcional nas construções, sugestões, críticas;
  • Coaching com estímulos ao melhor desempenho e alcance das metas,considerando o perfil do grupo e dos indivíduos, e seu nível e forma de motivação e,principalmente...

...CRIANDO MOMENTOS DE CELEBRAÇÃO, CONJUNTA,  PARA AS VITÓRIAS!!!!!! 

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

No país das maravilhas, o RH é estratégico e todos são gestores de pessoas


Muito se tem falado de uma visão estratégica do setor de recursos humanos, da necessidade de todos os gestores serem também gestores de pessoas e que nenhuma organização pode prescindir hoje de excelentes profissionais, o que demandaria um RH bem preparado para captar e reter esses talentos excepcionais que as empresas precisam.
Além das infinitas discussões sobre o tema, muitos cursos de formação da área também têm incluído disciplinas como planejamento estratégico, marketing e processos em suas grades com o objetivo de dar uma visão mais ampla para o profissional do setor.
Como o assunto é amplamente debatido e temos alguns cursos preparando melhor os profissionais, isso significa que o RH finalmente encontrou seu espaço no olimpo decisório das organizações, correto? Talvez no mundo alternativo de Alice ou na Fantástica Fábrica de Chocolate ou em qualquer outro conto de fadas qualquer isso aconteça, mas não é o que vem ocorrendo no mundo dos negócios. Existem, é claro, gloriosas exceções, mas quantos profissionais da área você conhece de fato que participam ativamente das discussões estratégicas e o mais crítico, que são pelo menos envolvidos na implantação e desenvolvimento das ações voltadas para o atingimento de metas?
Costuma-se acusar o setor de ultrapassado e inepto para atender as demandas altamente mutáveis da competitividade do mundo global, mas ao mesmo tempo, os tomadores de decisão continuam delegando ao setor somente as tarefas de sempre: recrutar, selecionar, treinar. Entretanto, sem que os profissionais, muitos deles bem preparados, possam discutir as expectativas da organização e o planejamento para os próximos anos, para que efetivamente possam montar um plano estratégico para os recursos humanos.
Talvez falte aos profissionais uma postura mais impositiva em busca de seu espaço, ou maior percepção das empresas quanto ao papel fundamental do setor nestes novos tempos. Seja qual for o motivo, as coisas precisam mudar, não porque é importante e sim por uma questão de sobrevivência – tanto das organizações, quanto dos profissionais.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O RH está se desenvolvendo. E a sua empresa?


Um dos artigos publicados na Havard Business Review ("Não são empregados, são pessoas"), assinado por Peter F. Drucker - uma das mais respeitadas mentes da administração moderna-, nos leva ao processo de evolução do profissional de Recursos Humanos.

Sob a influência da Administração científica, preconizada por Taylor e Fayol, surgiu a função de chefe de pessoal. No início do século XX, o trabalhador era visto pelos empresários como apenas um instrumento para o alcance dos resultados da empresa. Assim, a função de chefe de pessoal acumulava tarefas excessivamente burocráticas, como a contabilidade de faltas e atrasos, pagamentos e vales.

Na década de 20, as teorias administrativas começaram a voltar-se para a relação entre empregador e empregado. O conceito de Homo Economicus defendido pelas primeiras correntes administrativas, deu lugar ao Homo Social, e começou a transformar o antigo papel do chefe de pessoal. 

À luz do Behavorismo, os primeiros estudos sobre liderança, autocratismo, democracia no trabalho, motivação e o poder das redes informais, foram surgindo e elevaram o chefe de pessoal ao status de gerência. A função burocrática começou a dar lugar ao “cuidado com o pessoal”.

As condições impostas pelo atual mercado competitivo exigem que a moderna gestão de pessoas desloque seu âmbito de atuação tático-operacional, para assumir um posicionamento estratégico junto ao board das organizações.

A atual dinâmica nodal citada no artigo "Explosão da criação de valor"(http://redesenhandoorh.blogspot.com/2011/02/explosao-da-criacao-de-valor.html) , coloca as organizações frente ao desafio do rápido desenvolvimento de competências que garantam sua permanência dentro do mercado competitivo. Esse desafio distancia as organizações de uma administração burocrática e aproxima a idéia de verticalização das tarefas não essenciais.

As empresas tendem a desistir de dominar toda a cadeia produtiva, e focam seus esforços no desenvolvimento de competências core. O conceito de competências core ou essenciais defendido por  Prahalad e Hamel (1995), pode ser resumido como a habilidade que os funcionários da organização possuem, e que diferencia a empresa de seus concorrentes.

A idéia de desenvolvimento de habilidades diferenciais, tem sido tratada pelos catedráticos da administração, como o novo diferencial competitivo. O domínio de produtos específicos não garante a supremacia das organização. Na era da informação, os produtos são rapidamente suplantados, e as demandas dos consumidores é alterada com extrema rapidez. Assim, o diferencial começa alicerçar-se em competências e conhecimentos, que permitem à organização a rápida adaptação frente aos constantes desafios aos quais é exposta.

A construção de uma empresa alicerçada no conhecimento, para Drucker, exige dos gestores, tempo para desenvolver o potencial de cada um dos seus funcionários. É nessea perspectiva que Drucker sugere a terceirização dos serviços burocráticos ligados à Gestão de Pessoas. Eliminar as tarefas rotineiras e burocráticas do Recursos Humanos, é dar ao gestor de RH, o tempo necessário para elaborar as estratégias para desenvolvimento do  capital intelectual. Aumentando o desempenho da organização e, consequentemente, preparando-a para a disputa por mercado. 

“Aliás, o grande benefício de reduzir a papelada talvez seja ganhar mais tempo para se relacionar com as pessoas. Todo executivo terá de aprender o que um bom chefe de departamento em uma universidade ou um bom regente de uma sinfônica há muito já sabem: que a chave da excelência é descobrir qual o potencial de cada indivíduo e se empenhar em seu cultivo.” 

Peter F. Drucker

Para ler o artigo de Drucker na HBR-Brasil, acesse:


quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

A nota fiscal, o micro, o café e a estratégia. Existe ligação entre eles?


No mundo dos negócios é recorrente a reclamação de que falta empenho dos profissionais no sentido de atingir as metas das organizações. Em parte esta afirmativa tem sentido a partir do momento que a grande maioria dos profissionais não tem acesso a estas metas e mesmo quando tem, elas em geral são incompreensíveis para boa parte dos colaboradores.

Tornar as metas acessíveis e compreensíveis é uma tarefa fácil? A resposta mais óbvia é que não, mas talvez o grande problema não esteja exatamente neste ponto e sim no entendimento de cada profissional e setor de sua relação direta com o alcance dos resultados. Assim falhas na emissão de uma nota fiscal são encaradas como problemas de tecnologia e não da área financeira, problemas no funcionamento dos sistemas são classificados como erros dos operadores e o café fica frio no setor de atendimento ao cliente pois o supervisor não estava presente. Como é possível perceber, em todos esses casos, acontecidos em setores diferentes, o cliente é sempre afetado.

Em matéria publicada no site da HSM, os consultores Humberto Falcão Martins e João Paulo Mota, apresentam as melhores formas de se executar a estratégia empresarial – que deve ser elaborada a partir de alguns preceitos como Legitimidade, Coerência e Foco – sendo uma delas a mobilização e comprometimento de todos os envolvidos com os resultados da organização. Para se chegar a esta mobilização um dos pontos críticos que apontam é a questão da comunicação.

Voltamos a questão recorrente, problemas de comunicação afetam a mobilização e o comprometimento com as metas. 

Talvez a melhor forma de começar a solucionar esse problema seja entendendo melhor as interdependências entre os setores, as relações geradas, a relevância das atividades e de cada área e as competências necessárias. A partir desta análise geral, talvez fique menos complicado disseminar as metas e principalmente as responsabilidade de cada um em relação aos resultados esperados.
Link para a matéria da HSM

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

A diferença entre as pessoas é o que as torna mais humanas. Até o Superior Tribunal Federal já admite isso.


Em artigo publicado na Harvard Business Review, Rolando Pelliccia faz uma interessante abordagem sobre os resultados positivos de se administrar as diferenças dentro de uma organização.  Ele trata da situação da qualificação no país, informando que somente no primeiro semestre de 2010, mais de 22 mil estrangeiros vieram trabalhar no Brasil, e diz que o grande dilema da gestão do RH é: “criar uma comunidade homogênea e única... e ao mesmo tempo reconhecer as características de cada indivíduo e aproveitá-las em prol do melhor resultado”.
Esse tema, da diferença entre as pessoas, foi tratado até pelo novo Ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, durante a sabatina a que foi submetido antes de tomar posse, onde declarou que tinha trabalhado a vida inteira para chegar aquele posto e que também se preocupava com a forma de atuação da justiça, afirmando que é necessário considerar as diferenças entre as pessoas, para garantir a igualdade de direitos.

No âmbito das organizações é praticamente um crime – olhando pelo lado da legislação trabalhista e da atuação dos sindicatos – falar em valorizar as diferenças, principalmente quando isso representa remuneração diferenciada, exceto no caso de equipes comerciais, mas felizmente cada vez mais empresas estão buscando formas de adotar incentivos baseados em desempenho.
Economia globalizada, alta concorrência, clientes cada vez mais exigentes, são fatores que obrigam que as empresas sejam mais eficientes e eficazes e para isso precisam contar e valorizar os melhores profissionais, ou seja, premiar aqueles que se dedicam mais, que entregam mais, que cumprem os prazos e que contribuem diretamente para os resultados positivos. 
Talvez o mais difícil não seja entender e aceitar que as diferenças são positivas, mas criar sistemas justos e menos subjetivos de se avaliar a relevância de cada cargo dentro da estrutura de uma empresa e de medir as competências de cada colaborador.
Link para o artigo:

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Talentos de sobra... dentro da própria empresa, como identificá-los?


Quanto custa descobrir e contratar um novo talento? Na área de marketing existem vários estudos que indicam que é bem mais barato manter um cliente do que captar um novo – o custo de um novo seria o equivalente a 11 vezes o de manter um já conquistado.
E quanto aos talentos? Provavelmente o custo é bem maior, pois dificilmente se encontra um profissional pronto que possa assumir imediatamente uma função com a produtividade esperada. E infelizmente continuamos lendo ou ouvindo frases do tipo: qualquer um é substituível e tem muita gente à disposição no mercado.
Andréa Carnaúba escreveu um artigo que foi publicado no site da ABRH Nacional, tratando exatamente desta questão, onde faz uma afirmação muito interessante sobre esse tema: “ter gente à disposição não é o mesmo que TER TALENTOS À DISPOSIÇÃO”. 
E o pior é que as organizações as vezes perdem grandes talentos que estão mal aproveitados em alguns setores menos relevantes ou de menos expressividade dentro da empresa, enquanto isso contam com profissionais medíocres em setores de destaque ou de grande importância no resultado final. Ainda existe muita subjetividade nestas questões de relevância de setores e competências dos profissionais, mas os desafios que se impõem ao país que parece ter assumido definitivamente uma posição de destaque na economia global – é o mais estruturado e com sistema político mais confiável dentro do chamado BRIC, do ponto de vista internacional – não permitem mais soluções caseiras e de pouco efeito. 
Os desafios são muitos, mas na área de RH parece urgente a necessidade de se criar métricas efetivas que permitam implantar uma meritocracia justa e coerente com os objetivos e metas da organização. Tudo isso amparado por sistemas confiáveis e de fácil acesso aos tomadores de decisão, somente desta forma as empresas conseguirão manter os seus talentos e nos lugares mais adequados e importantes.
Link para o artigo:

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Corra que a CONCORRÊNCIA vem aí


Em novembro do ano passado, Hollywood deu adeus a Leslie Nielsen. Dentre os filmes estrelados pelo ator canadense, está a comédia pastelão “Corra que a polícia vem aí”. O que o filme tem haver com o meio corporativo? Nada. Complemente nada. Enquanto a comédia mostra um policial atrapalhado, que acaba alcançando seus objetivos, o mercado competitivo, ao contrário, não deixa espaço para erros. Dentro do ambiente competitivo não existe espaço para displicências e falta de foco. As empresas precisam pensar, analisar, planejar, decidir e agir de maneira muito rápida.


O colunista do New York Times, Thomas L. Friedman, no best seller “O mundo é plano”, defende que: “Quando o mundo é plano, o que puder ser feito vai ser feito. A única questão é se será feito por você”. Friedman clarificou o ambiente de competição atual. Não há tempo a perder. Enquanto conversamos, pessoas ao nosso lado desenvolvem o que podia ter sido feito por nós.[Image]Esse é o mundo atual. As empresas precisam adaptar-se rapidamente às mudanças. Não existe tempo para insistir em antigas práticas que não dão mais certo. 

É nesse contexto que entra o RH moderno: Livre de antigos clichês, e alicerçado no compromisso de criação de um ambiente de alto desempenho. Retendo e formando pessoas com alto desempenho. Desde o início, o blog visa reconsiderar os objetivos da área de recursos humanos, trazendo o RH para o núcleo estratégico da organização. É função dele localizar quem são os melhores funcionários, e alocá-los onde possam render acima dos demais. Isso, claro, rapidamente. Afinal, é melhor correr, porque a concorrência vem ai.