Desde que Mark Zuckerberg trancou a porta de seu quarto e tornou-se um dos grandes bilionários americanos “por acaso”, conforme escreve o jornalista Ben Mezrich, o conceito de redes, principalmente as de relacionamento, invadiu boa parte dos lares mundiais. Deixando de lado a trajetória meteórica do jovem estudante de Harvard, podemos ver no sucesso de sites como o Facebook, que vivemos na Era do Networking. Twiter, Orkut, Facebook, Blogs e muitos outros fenômenos do mundo virtual nos colocam frente à nova conjuntura de troca de experiências que cerca o mundo atual.
No passado, pessoas saiam de suas casas e interagiam diretamente com 10, 20 ou quem sabe 30 pessoas no decorrer do dia. Atualmente, o conhecimento e as experiências são difundidas em escala de 3, 4 ou 5 dígitos. Pessoas trocam experiências e acontecimentos, avisos e pensamentos com centenas ou milhares de pessoas a todo momento através de publicações em sites de relacionamento que difundem as informações por uma rede de “seguidores”.A grande questão é o que isso tem haver com recursos humanos? Parece que por um simples momento o blog saiu de sua função. Na verdade não. Rede sociais e recursos humanos caminham juntos por mais intrigante que isso possa parecer.
Antes da explosão das Redes Socias na internet, Prahalad e Ramaswamy, no livro “O Futuro da Competição”, abordaram o conceito de uma “empresa nodal”. Para os autores, o sucesso competitivo reside no novo paradigma da criação de valor junto aos clientes, através do gerenciamento dos elos consumidor-empresa e empresa-consumidor, que pode ser vista como o lócus dessa co-criação.
A troca de experiências e conhecimentos, facilitada pelas redes sociais, faz com que as empresas, antes centradas em seus próprios processos produtivos, agora abram espaço para uma gestão integrada. Essa deve concentrar esforços na criação de valor em meio à dinâmica complexa de interações, na qual está inserida. A infra-estrutura das organizações deve ser capaz de suportar a co-criação de valor advinda de experiências muito heterogêneas.
A verdade é que todo consumidor possui hoje, um acesso imensurável ao conhecimento através da internet. Cada consumidor é um partícipe de um ambiente de experiências que modela suas demandas. Assim, as empresas devem ser capazes de criar valor junto aos consumidores emergidos em experiências heterogêneas, sendo capazes de remodelar seus recursos para acompanhar as variações deles. A empresa deve possuir uma gama extensa de canais com os consumidores, para aumentar a experiência de criação, o que é um grande desafio.
Divulgar produtos nunca foi tão fácil, mas vendê-los ficou mais dificil. Diante de uma variedade incalculável de opções acessíveis ao conhecimento do consumidor, criar uma empresa sólida ficou mais difícil.
Nesse ponto que o RH e as redes sociais se cruzam. As organizações precisam desenvolver competências que as diferem das demais. Capacitando, satisfazendo, contratando e retendo profissionais que garantam competências inovadoras que permitam a supremacia dentro de um mercado cada vez mais acessível e concorrido.
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