O desenvolvimento sustentável atualmente é comum em qualquer discurso que se refere às relações entre o modelo de desenvolvimento e o meio ambiente. Percebemos uma unanimidade que parece ter se criado em torno das propostas favoráveis à sustentabilidade. No entanto, a forte presença do termo sustentabilidade no campo discursivo não significa, ainda, a consolidação de sua internalização e prática consciente e consistente.
No campo empresarial essas mudanças são desafiadoras e exigem mudança cultural para a revisão do modelo de gestão, a partir do comportamento da empresa e seus integrantes, de forma a torná-lo sistêmico e integrado.
Se por um lado a busca por tais mudanças é um movimento irreversível, por outro, ainda prepondera, em muitas organizações, ao abraçar a causa da preservação sócio-ambiental, a idéia de ganho imediato de valor agregado na percepção do mercado, muito mais do que a revelação de uma consciência cidadã, traduzida em esforços para se salvar o meio ambiente e favorecer vidas, um sacrifício que qualquer pai faria se fosse para salvar seus próprios filhos.
Origem da imagem: Taiga Company
Longe de um discurso piegas e apelativo, trabalhar no sentido da sustentabilidade nos negócios não é só a coisa certa ‘moralmente’ de se fazer, tem também o aspecto lucrativo, pois como aumentar a produtividade de todos os recursos sem poupar a Terra dos nossos maus-tratos?
No ambiente organizacional, propósito deste artigo, não basta uma definição consistente de sustentabilidade, é necessário se ter uma bússola direcionadora a partir de um planejamento sistemático, definido passo a passo e implementado através de um processo educativo, que requer a revisão da concepção do negócio, dos objetivos, da missão e da visão da empresa. Trata-se da concepção de um novo modelo mental e comportamental para as empresas, a partir da conscientização do seu corpo funcional e de novos direcionamentos institucionais, que servirá de norteador para a condução dos negócios rumo a um futuro continuamente sustentável e contributivo para a sociedade.
Mas é importante atentar que se trata de uma transformação cultural que requer, para seu sucesso, conscientização, preparo, engajamento e compromisso, principalmente, da área de RH, como agente direcionador e educador deste movimento. Contudo, e, contraditoriamente, muitas vezes o RH é excluído do processo de implementação deste modelo de gestão.

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