Ontem recebi mais um vídeo com uma palestra bastante convencional sobre a necessidade de mais profissionalismo na gestão dos recursos humanos das organizações, especialmente no processo de recrutamento e seleção neste momento onde existem mais vagas do que candidatos qualificados em vários segmentos da economia.
Isso me lembra aquele ótimo filme de Marcelo Piñeyro: “El Metodo”, lançado no Brasil com o título: O que você faria? Onde candidatos a um cargo executivo participam de um processo seletivo um tanto inusitado com tarefas estranhas, sendo obrigados, pela competitividade acirrada, a se contra-atacarem ou a assumirem atitudes de ética duvidosa. O filme aborda dois interessantes aspectos do mundo corporativo: uma corporação que submete pessoas a um verdadeiro Big Brother, usando técnicas questionáveis que podem agredir a dignidade e autoestima dos candidatos e do outro lado o comportamento do ser humano quando exposto a situações extremas de competição, quando muitos acabam revelando suas verdadeiras índoles.
A sensação que fica – tanto no filme quanto na vida real corporativa – é que a subjetividade e os critérios pouco lógicos e coerentes ainda parecem estar sempre à frente dos processos ligados a área de recursos humanos, distanciando-a do papel estratégico que o negócio lhe exige, para tomadas de decisão com minimização dos seus riscos eminentes. Assim, mesmo com alta demanda de profissionais qualificados, as empresas continuam fazendo processos ilógicos e inconsistentes, por vezes exigindo competências não alinhadas com as demandas dos cargos tão pouco aos objetivos estratégicos institucionais,e submetendo seus colaboradores a dinâmicas e ações motivacionais completamente sem sentido e sem foco direcionado– quem nunca foi submetido a uma delas que atire a primeira pedra.
Fica aqui um questionamento para sua reflexão: no lugar dos candidatos ou na posição da gestão da área de RH de uma grande corporação, “o que você faria”?
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