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quarta-feira, 23 de março de 2011

O oceano verde e amarelo.


Dois professores do INSEAD, W. Chan Kim e Renée Mauborgne, cunharam a expressão “Oceano Azul” para tratar dos mercados inexplorados pelas empresas, que seriam altamente rentáveis – pela baixa concorrência e pelas margens possíveis. 
O desafio, como os próprios autores da teoria apontam, é identificar de maneira precisa esses mercados e depois de descobertos, criar as condições adequadas para explorá-lo o que pode exigir investimentos em recursos, principalmente os humanos – nem sempre a infraestrutura atual permite que a empresa ingresse em novos mercados.
Em debate recente no Globo News Painel, especialistas avaliavam a tímida atuação do Brasil no cenário econômico, quando se trata de proteção à sua própria indústria. Esse fato estaria provocando perdas substanciais para o país que tem suas exportações ainda muito relacionadas a alimentos e matérias-primas (principalmente minério e petróleo) e muito pouco em relação a produtos acabados, mesmo com a China, nosso principal parceiro comercial hoje e que também faz parte do grupo das economias emergentes.
As oportunidades globais são imensas, mas precisamos estar preparados. Temos graves problemas na infraestrutura de distribuição – tanto nas rodovias, quanto portos e aeroportos (vide problema havido no Paraná para escoamento da soja, quando as estradas foram interditadas por conta das chuvas).
Além destes problemas estruturais temos ainda outro tão, ou mais complexo que é o da qualificação dos profissionais, que por um motivo ou outro não está adequada a necessidade do mercado evoluído, de transformação de bens que gera mais valor agregado e margens mais interessantes – além de mais empregos. Até mesmo no caso das montadores em pleno crescimento no Brasil – temos batido constantemente recordes de produção e venda de automóveis nos últimos quatro anos – grande parte das peças dos automóveis vem de outros países.
Precisamos então rever nossa políticas de investimentos e estímulos em formação, um país com uma costa tão gigantesca não pode deixar de identificar os oceanos azuis, principalmente agora que está em evidência no planeta.

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