Em 1982, os americanos James Q. Wilson e Gorge Kelling publicaram um estudo que estabelecia uma relação de causa e efeito, entre desordem e criminalidade. Neste trabalho os autores utilizaram a imagem de janelas quebradas para explicar como desordem e criminalidade poderiam se infiltrar em uma comunidade causando decadência e degradação econômica e social.
Os autores sustentavam que se uma janela de um prédio qualquer fosse quebrada e o seu reparo demorasse muito, algumas pessoas começariam a atirar pedras e quebrar as demais janelas e o processo seria continuo atingindo toda uma região.
Em 1990 uma pesquisa feita pelo professor Wesley Skogan da Universidade de Northwestern, confirmou os postulados da “broken Windows theory”, através de uma pesquisa realizada junto a 13.000 pessoas em diversos estados americanos.
Essa teoria ganhou tanta projeção que foi usada como base na política de combate a violência em Nova York, conhecida como “tolerância zero”, que polêmicas a parte, conseguiu uma redução expressiva nos índices de criminalidade daquela cidade. Aqui no Brasil, o Dr. Drauzio Varella lançou um livro pela Companhia das Letras, cujo o título é “A Teoria das Janelas Quebradas” - onde em um dos seus textos ele discorre com detalhes os estudos que comprovam a efetividade dos postulados da teoria.A premissa básica é que as pessoas se comportam de acordo com o ambiente que vivem e isso independe de seu nível ou classe social e de sua formação. Temos alguns exemplos práticos e visíveis em nossa sociedade. Cidadãos que tem comportamento reprovável nas ruas ou trens urbanos, mudam o comportamento em estações de metrô, geralmente mais limpas, seguras e bem cuidadas. O mesmo acontece no comércio de rua versus shopping centers e no trânsito em locais mais organizados, com boa sinalização versus ruas sem cuidado ou estrutura mínima.
Nas organizações seria diferente? Existem empresas que insistem em afirmar que tem um ambiente impecável, e realmente o tem quando se trata das áreas administrativas e de atendimento aos clientes, mas, no ambiente produtivo, o cenário é bem diverso. É claro que por questões de custos, nem sempre é possível se criar o ambiente mais adequado para todos, mas existem muitas janelas quebradas por aí (traduza-se como ambientes sujos, equipamentos danificados, falta de materiais básicos e essenciais, banheiros sem condições mínimas de uso) e muitas vezes as empresas não entendem como falta motivação aos seus empregados.
Fica uma proposta, vamos recuperar as janelas e ver o impacto que o novo ambiente causa?
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