A evolução das relações de trabalho sempre foi acompanhada por uma busca permanente de aumento da produtividade. Desde os primórdios da administração, se reconhecia a necessidade de criar mecanismos que fizessem o trabalhador produzir cada vez mais. É verdade que esses mecanismos, em grande parte, desconsideravam por completo a dimensão humana de trabalho. O foco era o resultado, e tudo o que pudesse melhorá-lo era válido. Do início da Revolução Industrial até a metade do século 20, o trabalhador, portanto, era peça de uma engrenagem produtiva, a qual era preciso ser lubrificada constantemente com atrativos financeiros, a moeda de troca, para que ele desse o melhor de si.
Aumentar a produtividade e envolver pessoas ainda hoje são necessidades fundamentais do mundo do trabalho, mas os desafios hoje são mais complexos e não se resolvem apenas com atrativos financeiros. Espera-se mais de uma relação de trabalho estimuladora para o alto desempenho, e com poder de captação e retenção de profissionais qualificados. Tanto que estudos e pesquisas têm sido realizados com o propósito de encontrar os melhores meios e formas de fazer com que as pessoas dêem o melhor de si. O que mudou ao longo desse processo é que a dimensão humana – no que se refere aos interesses profissionais – passou a ser fator decisivo para o sucesso ou fracasso de um empreendimento. Consequentemente, é também um aspecto preponderante para o aumento da produtividade.Esse aspecto, porém, não é o único nem funciona isoladamente. Para que a dimensão humana ganhe espaço é preciso criar mecanismos para o reconhecimento do valor humano no trabalho. Tão importante quanto permitir e criar condições para que as pessoas cresçam, é preciso também reconhecer esse crescimento.Esta é a melhor forma que uma empresa pode encontrar para expressar sua satisfação pelos resultados atingidos.
Para que esse reconhecimento atinja seu objetivo – o de manifestar satisfação pelos resultados e premiar atitudes e comportamentos exemplares ou excepcionais-, é preciso compreender e conhecer que fatores estão implícitos – e ás vezes explícitos- nas relações de trabalho. A melhor forma de entender esse processo é acompanhar a evolução histórica da motivação.
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