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segunda-feira, 9 de maio de 2011

MOTIVAÇÃO: UM ALVO NA PRÁTICA EFICAZ DO RECONHECIMENTO PROFISSIONAL


Um alto desempenho organizacional – no sentido de não apenas produzir resultados de curto prazo, mas de definir e executar com sucesso estratégias que tenham por base nossos valores internos – é condição essencial para que a organização possa responder às mudanças e demandas do ambiente e, mais que isso, se antecipe, mova-se para novos mercados, surpreenda e se perenize. O papel dos gestores passa então por facilitar a mobilização e o desenvolvimento das capacidades e competências internas que, em última análise, residem em cada uma de nossas áreas, equipes, e em cada um dos profissionais.
Para suportar essa tarefa, a cultura e as políticas da organização devem se ocupar do estabelecimento de um ambiente centrado em 4 componentes essenciais e complementares: responsabilidade, capacitação, recompensa e reconhecimento. Responsabilidade no sentido de criar funções e papéis com conteúdo, significado social e com significativas doses de desafio e autonomia. A capacitação diz respeito ao desenvolvimento que levam a um melhor desempenho e preparam para novas situações e papéis. A recompensa, por sua vez, refere-se a uma estratégia de resultados. Por último, mas não menos importante, chegamos á necessidade de bem trabalhar as questões relativas ao reconhecimento, nas quais destacamos as ações, atitudes e contribuições, individuais e em equipe que se mostrem significativas para a consecução daquelas mesmas estratégias e resultados da instituição.
Para falar de reconhecimento e valorização de pessoas é preciso compreender os fatores que levam as pessoas a obter sucesso em suas atividades, para que possam, então, ser reconhecidas e valorizadas. Uma palavra tem sido discutida há quase um século para tentar explicar essa impulsão que faz as pessoas plenas e realizadas enquanto seres humanos: motivação – a chave da realização. 
Mas o que é motivação? Seguindo a definição de Frederick Herzberg, um dos maiores estudiosos do tema:
“Quando uma pessoa se põe a caminho de um objetivo, ela não necessariamente está motivada a atingir este objetivo. Os fatores que a levam a caminhar naquela direção podem-lhe ser intrínsecos ou extrínsecos. Quando são intrínsecos, há motivação; quando são extrínsecos, há apenas movimento”(Herzberg, 1968).
Vejamos o que é movimento: muitas vezes, uma pessoa sente-se levada a fazer algo para evitar uma punição ou para conquistar uma recompensa. Em ambos os casos, a iniciativa para a realização da tarefa não partiu da própria pessoa, mas de um terceiro, que a estimulou de alguma forma para que ela se movimentasse em direção ao objetivo pretendido. A pessoa não teria caminhado em direção ao objetivo caso não houvesse a punição ou a recompensa.
E quando existe motivação? Segundo Herzberg, as pessoas podem, também, agir levadas por um impulso interno, por uma necessidade interior. Neste caso, existe vontade própria para alcançar o objetivo; existe, portanto, motivação.
O movimento é uma situação passageira. Só dura enquanto persistirem os estímulos que o geraram. A motivação, por sua vez, dura enquanto a necessidade interior não for suprida. De maneira oposta ao movimento, o alcance dos objetivos propostos, ou seja, o fim do potencial motivador, gera no indivíduo um sentimento de estima e autorealização, o qual lhe traz satisfação e o predispõe a empreendimentos cada vez mais ousados, em busca da concretização de novas necessidades e potencialidades.
Assim, é possível afirmar que a motivação é uma espécie de energia, uma tensão, uma força ou ainda, um impulso interno aos indivíduos.
É possível motivar uma pessoa? A resposta é negativa. Se a motivação é interior a cada indivíduo, levando-o a agir espontaneamente para alcançar determinado objetivo, não é possível motivar uma pessoa. O que é possível é criar um ambiente compatível com os objetivos da pessoa, no qual o indivíduo se sinta motivado a realizar suas necessidades e aspirações.
Elevar a produtividade pelo estímulo à motivação do profissional exige dos gestores a capacidade de entender a importância de um ambiente de trabalho saudável, e da percepção, sensibilidade e valorização na prática da gestão, como impulsionadores às emoções humanas, e influenciadores no nível de desempenho e resultados.

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