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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Os antigos chefões que me perdoem, mas qualidade de vida no trabalho é fundamental


Vivemos a Era da Informação, na qual as pessoas são consideradas como o principal ativo das organizações, pois é através da inteligência e dos conhecimentos que os objetivos são definidos e as decisões são tomadas. 
Muitas empresas já se deram conta de que o foco da busca pela qualidade deve estar nos fatores humanos e não nas ferramentas. Portanto, não se pode pensar em qualidade sem considerar a vida do colaborador. Quando se fala em qualidade de vida no trabalho tem que se pensar o homem como um ser biopsicossocial, ou seja, devem ser analisados os aspectos biológicos, psíquicos e sociais, englobando, os interesses das organizações (que incluem a produtividade e a qualidade), mas, sobretudo, os aspectos do trabalhador, isto é, suas necessidades e satisfações.
A sociedade contemporânea vive um paradoxo. Somos convidados a todo instante a separar o mundo do trabalho de nosso mundo particular, íntimo, familiar. No trabalho, o afeto deve ser deixado de lado, afirma-se. Porém, esse indivíduo que passa a maior parte de seu dia no trabalho, não tem tempo de dedicar o “tal afeto” à família. O resultado de tudo isso pode ser frustração, conflito e, conseqüentemente, insatisfação, pois esta separação total do mundo corporativo e privado é desafiador e incômodo para qualquer ser humano.
Falamos dos aspectos psíquicos, porém, como não há mais espaço para se pensar de forma cartesiana, como se existisse um dualismo entre mente e corpo, os reflexos de tais conflitos são vistos também na saúde e no comportamento do trabalhador.
É cada vez maior o número de casos de estresse, úlceras estomacais, câncer, depressão, enfim, manifestações no corpo de que algo não vai bem. Segundo Mello Filho (2002, p.75), “o sistema imunológico é o grande elo que explica as interações entre os fenômenos psicossociais e importantíssimos terrenos da patologia humana, como as doenças de hipersensibilidade, auto-imunes, infecciosas e neoplásicas.” 
O resultado de tudo isso para as organizações é: elevado índice de absenteísmo, rotatividade, baixa qualidade no trabalho e, por conseguinte, baixa produtividade. Afinal de contas, um trabalhador deprimido ou desmotivado pode ser tão improdutivo quanto um hospitalizado.
Entendemos os desafios e pressões que provocam os gestores a exigir cada vez maior dedicação de tempo dos profissionais as suas atividades, e, por tal, é esperado que estes líderes, neste contexto, atuem como desenvolvedores, facilitadores e estimuladores, e não mais como chefes controladores. O grande desafio dos gestores é promover um ambiente saudável e perspectivas profissionais internas que façam valer a pena o maior engajamento dos funcionários, e também de suas famílias, com as causas organizacionais. Tudo isto resultará em uma maior satisfação e melhor qualidade de vida interna e, conseqüentemente, um maior comprometimento das equipes com a organização que serão, sem dúvida, determinantes para o sucesso organizacional a médio e longo prazo, garantindo sua perenidade.


Thaís Daher
Psicóloga e Especialista em Gestão Estratégica de RH

4 comentários:

  1. Excelete!
    Recomendo a leitura deste artigo não só para os diretores das empresas, como também para todo aquele que tenha algum cargo relacionado direta ou indiretamente a gestão de pessoas.

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  2. Artigo muito bom e tema muito atual. às vezes esse tipo de tema é tratado com muita subjetivadade, mas, na verdade, pode e deve ser abordado de forma prática. Recomendo.

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  3. Se os gerenciadores de empresas pensassem assim, com certeza todos trabalhariam mais dispostos, assim gerando maiores e melhores resultados nas suas empresas! Excelente artigo!

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  4. Creio que tais situações são causadas pela forma "enxuta" das empresas agirem. A divisão de atividades gera conforto ao funcionário e consequentemente melhoria na produtividade.

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